• Daniel Menezes Gil

Atenção na gestão

O último Boletim Focus publicado pelo Banco Central em 03/maio/2019 sinaliza uma expectativa de crescimento do PIB para 2019 em 1,49%. Este percentual já foi maior, tendo sido de 2,57% divulgado no Boletim de 11/janeiro.2019 para este ano.


De lá para cá, os especialistas que participam do mercado financeiros e contribuem com esta pesquisa, vem reduzindo as expectativas de crescimento para este ano, apontando para um desempenho muito aquém das necessidades para promover uma reversão na crise econômica do Brasil.

Os efeitos para as empresas são muito fortes e há uma necessidade de revisão e atenção nos seus controles, onde estes devem estar com suas ferramentas focadas no desempenho interno e controle de custos, e também com uma mira no desempenho do mercado, para visualizar tendências e desbravar novos negócios.

Esta minha observação é mais direcionada para as empresas de médio e pequeno porte, que normalmente não são muito estruturadas neste aspecto em relação as grandes empresas, e possuem uma carência maior na agilidade das suas informações.

Uma ferramenta para atender estas necessidades é a gestão por indicadores, tanto para medir o desempenho interno da empresa, bem como medir o desempenho do setorial e suas tendências.

Os indicadores internos devem ser abastecidos por uma contabilidade que reconheça todos os valores da operação da empresa, de forma real e transparente, proporcionando a que a empresa possa aplicar e gerar diversos indicadores financeiros e operacionais que irão apontar o desempenho da organização, proporcionando claros subsídios para a diretoria e seus gestores tomarem as devidas decisões.

Quanto ao aspecto do mercado, a empresa deve ter uma estrutura que monitore o seu mercado, constituídos de indicadores e pesquisas que apontem as tendências, como: quanto seu segmento vem tendo de desempenho, indicadores de inflação sendo que cada um reflete uma base diferente e sua medição atende a um propósito, reflexos das taxas de juros, variação dos preços praticados, enfim, estabelecer conexões com a sua área de atuação para auxiliar a domada de decisões e desenhar novas estratégias de atuação.

No Brasil vivemos um momento e necessidade à atenção interna nas empresas e olhos nos mercados, não só pelo desempenho fraco da economia bem como as novas tendências que irão afetar as empresas, pois como nosso país está estagnado e quando a economia retomar um desempenho melhor mais à frente, os empresários encontraram no mercados novas tecnologias e processos desruptivos, responsáveis por novos modelos e padrões que mudarão modelos e conceitos de se fazer negócios, novos materiais e tecnologias, e com isto exigirá novos conhecimentos aos gestores.

Por estas questões, entendo que as empresas de prosperas serão aquelas que tiverem maior agilidade na gestão e um planejamento baseado nestes critérios.

Daniel Menezes Gil

Economista e Diretor da DMG Associados

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