• Daniel Menezes Gil

Eleições Municipais

No último dia 15 ocorreram as eleições municipais e, em grande parte dos municípios brasileiros, o resultado já é definitivo por não haver a necessidade da realização do 2º turno.


Vi o resultado destas eleições com muita positividade, um pouquinho de esperança e penso que apresenta uma nova tendência em relação aos pleitos anteriores, tanto para eleições estaduais, federal e a última para prefeitos, enviando uma mensagem aos políticos que perderam seus cargos e não foram reeleitos, e aos demais que assumirão como novos vereadores e prefeitos, respectivamente.


A primeira observação na qual faço é em relação a maioria dos partidos que se saíram vitoriosos para o comando das cidades, onde a predominância dos partidos se deu ao centro, e os maiores perdedores foram os partidos identificados de forma ideológica como extremistas, tanto para a direita quanto para a esquerda.


Avalio que os Partidos de esquerda perderam ainda como consequência e reflexos das corrupções que se deram nos governos Lula e Dilma e sua linha ideológica centralizada no PT, e na qual representam a filosofia política mais radical nesta direção, onde ainda apontam a estatização de boa parte da economia em pleno século 21 como caminho para o desenvolvimento, centralizado esta representatividade esquerda nesta sigla, pois os demais partidos têm pouca representatividade e atuam à reboque desta sigla.


O resultado também refletiu a discordância da população quanto a atuação destes homens públicos de filosofia esquerdista, na qual muitos foram julgados e condenados pela justiça nos escândalos de corrupção e que marcaram as siglas partidárias, e que na política pública de resultado não se refletiu em ações que gerassem emprego, renda e atendimento as necessidades e aspirações dos eleitores e para promoção à uma melhora do país.


Quanto aos Partidos da extrema direita, que representam a atual linha filosófica radical da política do governo federal, também se saiu derrotada, e na minha leitura o resultado é um reflexo da desaprovação da forma de condução e direcionamento feito pelos problemas que dizem respeito ao país, como: a inoperância econômica nas questões necessárias para promover o desenvolvimento do pais como a falta de reformas, o não cumprimento das medidas anunciadas durante a campanha política como privatizações, o descrédito aos temas como a gestão da pandemia, a condução das políticas do meio ambiental em desalinhamento com aspectos ligado ao clima global, descontrole das queimadas, economia internacional de isolamento no intercâmbio econômico num mundo cada vez mais integrado,... sem entrar no aspecto do indivíduo Presidente da República.


A segunda observação que identifico é em relação a mensagem aos políticos, isto é, como o resultado desta eleição é diferente das realizadas anteriormente, vejo como a população estar passando um recado aos políticos: para quem não atender os anseios da população e não fizer um trabalho em prol das necessidades de seu povo e com seriedade, não se reelegerá.


Entendo que as oportunidades para os aventureiros e populistas está menor, vide as renovações que ocorreram para os cargos de representação federal e estadual, e agora em grande parte das câmaras municipais.


Entendo que daqui para frente os novos políticos terão que tomar muito cuidado no exercício dos seus cargos, e para aqueles que entenderam a mensagem dada, deverão usar as suas respectivas proatividades com cautela, contribuindo com proposições realistas sem ideias e propostas mágicas ou infundadas.


A importância desta eleição, e por serem municipal, tem um caráter muito importante pois são nas cidades que tudo acontece, as empresas se instalam, as pessoas vivem, as crianças e adolescentes frequentam escolas, demandam serviços públicos de saúde, educação, infraestrutura, e outros, e estes deverão ser os direcionamentos das ações dos novos Prefeitos e membros das câmaras municipais, pleitear pela satisfação das reais necessidades dos seus povos, independente se os muitos recursos sejam provenientes do governo Federal, neste caso pleitear de forma fundamentada, além da necessidade de organização de suas finanças e torna-los municípios viáveis.


Na globalização, segundo o economista Edward Glaeser, em seu livro “O triunfo das cidades”, e que deveria ter sido leitura obrigatória para os candidatos durante a campanha, deixa estas questões bem claras quanto a importância de elevar o desenvolvimento econômico e social local para sua população, promovendo serviços de qualidade, de forma digna a seus cidadãos e um ambiente de oportunidades econômicas.


Estas são as reflexões que tiro destas eleições brasileiras, numa linha muito parecida em termos de esperança que o resultado das eleições norte-americanas representaram para sua população e certamente influenciarão pelo mundo afora, tirando os espaços dos extremistas, mostrando que um governo deve atuar para o povo de uma nação, e que é constituído pela miscigenação de raças e credos.

Daniel Menezes Gil

Economista

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