• Daniel Menezes Gil

PIB Agropecuário

Neste final de outubro, foi divulgado, mais uma edição da Carta da Conjuntura, editado pelo IPEA, que traz o levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a estimativa para a produção agrícola para 2020.

O Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a projeção da taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário, passando de 1,6% para 1,9% para 2020.

Segundo a Carta, a revisão para cima se deve aos resultados observados nos últimos meses em termos de valor adicionado.


Fonte: Carta de Conjuntura IPEA, nº 49, Nota de Conjuntura 8

A seguir, apresento dois gráficos que demonstram este comportamento:

O aumento da estimativa para a safra de 2019/2020, se deve aos seguintes fatores: aumento da demanda no mercado internacional, queda na produção da soja dos Estados Unidos, uma taxa câmbio favorável para as exportações (desvalorização do R$), boa produtividade responsável pela expansão da produção e pela manutenção da posição brasileira de maior produtor mundial de grãos.

No caso da soja, é o produto de maior valor agregado e estima-se recorde na produção do grão.

Neste mesmo contexto, a contribuição positiva para a estimava do PIB Agropecuário também estão relacionados a: produção do milho, onde os dados desta produção apontam para uma queda de -0,1% em setembro, contra a estimativa de -0,4% prevista em agosto, como reflexo de aumento da área plantada e enfrentamento de adversidades climática; e do Café, com estimativa de crescimento da produção de 19,4% feita em agosto, para 21,5% em setembro nesta Carta, como resultado de um clima favorável e sua contribuição como elevado valor agregado na lavoura.

Também o documento destaca o trigo com aumento de 30,6% como reflexo de aumento da produtividade e demanda aquecida e clima favorável.

No lado inverso, temos a cana-de-açúcar, com uma estimativa de redução de 3,4% na produção, contra 3,7% do relatório anterior, apesar do aumento de 0,8% da área plantada.

Para a pecuária, a estimativa é de queda, explicado pelo declínio da produção de carne em relação a 2019, onde a Carta aponta como causas o elevado volume de abates, incluindo matrizes, na segunda metade do ano passado, demanda aquecida neste período, preço elevado e causando problemas do lado da oferta, e que refletiu na inflação deste período.

As exportações de carne bovina, suína, e frango apresentam um crescimento de 10% no período de janeiro/20 a setembro/20, em relação ao mesmo período do ano passado.

A seguir, apresento dois gráficos que demonstram este comportamento:

Fonte: Carta de Conjuntura IPEA, nº 49, Nota de Conjuntura 9

Uma observação em relação a exportação de proteína animal é que o aumento da exportação para a China de carne bovina e suína, se devem à Peste Suína Africana (PSA) que reduziu o rebanho de suínos, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que impactou na exportação de commodities dos EUA e efeitos da Covid-19.

A seguir, apresento a representatividade dos principais destinos quanto a exportação de proteína animal, segundo a Carta de Conjuntura do IPEA:


Fonte: Carta de Conjuntura IPEA, nº 49, Nota de Conjuntura 9

De acordo a estas informações, fica bem claro em relação aos principais parceiros comerciais de proteína animal, onde o continente asiático representa de 66% a 67% de destino de cada tipo de carne.

Estas são algumas informações sobre o desempenho do PIB do Agronegócio.

Daniel Menezes Gil

Economista

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