• Daniel Menezes Gil

Uma reflexão

Updated: Apr 28

Desde a última década o Brasil passou e ainda passa por trágicas experiências políticas que nos trouxeram uma divisão política, um grupo que era situação no passado e foi condenado pelos seus excessos, tornou-se oposição hoje; os que eram oposição no passado e passaram hoje ser e estar na situação, com a promessa de trazerem o melhor, de forma irônica estão a caminho de se afundarem também e virem a ser condenados da mesma forma, por seus próprios méritos.

Para mim, estas duas formas de governar nunca me serviram.

Pensar que só existem “duas” formas e maneiras de ver o mundo, pensar e se fazer política, é um grande equívoco. Estes dois formatos de pensamentos políticos estão à margem do que hoje se faz e pratica no resto do mundo, principalmente nos grandes núcleos de desenvolvimento do pensamento e do conhecimento.

O socialismo que um prega não existe mais a muito tempo, e já foi extinto a décadas, mudou sua formatação e aqui é totalmente desconhecido por quem prega este pensamento.

O segundo grupo aborda um liberalismo selvagem que também não existe, e até na literatura econômica seus princípios são tratados de forma diferente e, no caso brasileiro, seus integrantes ainda precisam se entender e achar um link para o conectarem a uma doutrina que prega seu oposto que é defender o autoritarismo pregado por seu líder, e que com uma fórmula mágica inclui gravíssima apologia ao nazismo.

Os equívocos comuns de ambos os grupos se fazem presentes na prática da corrupção, no uso da arbitrariedade, e na ausência de valores morais, éticos como a solidariedade, e na busca por defender e atender interesses próprios em detrimento aos da coletividade.

As consequências destas falsas pregações expõem os atrasos dos pensamentos políticos, filosóficos e econômico que predominam nesta terra colonial e se espalham no meio social em relação ao que acontece nos grandes centros

Ambas atitudes e formas de atuação demonstram ainda uma miopia e falta de nossa evolução civilizatória e pensante, afetando diretamente o povo brasileiro, tão malcuidado, e que vem sendo deixado a margem dos verdadeiros interesses que deveria ser o de promover a nossa assistência, capacitação e acesso ao bem-estar social, por parte de quem deveria zelar por nós, que são os governos que passaram e do que ainda se faz presente.

Precisamos de “saúde, educação e renda digna” para atender as necessidades da população, que se encontra miserável e ignorante, temas que estão fora das abordagens dos políticos e governantes a muito tempo, e que precisamos faze-los incluírem nas suas pautas. Ambos os pensamento que prevaleceram até aqui só trouxeram desequilíbrio social, desarmonia e miséria econômica.

Para mim, é muito triste ver o resultado a que chegamos, a divisão do país por estes dois grupos, e suas formas de pensamento me assustam muito pela falta de valores em seus pensamentos e formas de atuarem.

Vejo como suas consequências o descaso com o povo, o resultado é uma evolução da população de pedintes e desalentados em nossas ruas que vem crescendo a alguns anos sem a esperança de uma reversão de situação, e que para estes não apareceram ainda a solidariedade e muito menos a mão do governo.

Para mudarmos esta situação no Brasil, precisamos nos inserirmos nos pensamentos das questões importantes de nosso país que para mim são: a saúde, educação e renda digna; e em termos mundiais precisamos abraçar outros dois problemas muito importantes e contribuir de forma efetiva que são as questões do meio ambiente e a saúde.

A literatura atual produzida fora do país por economistas, historiadores, pensadores, etc., está rica e farta sobre o tema e lamentavelmente estamos distantes, o que dá sua ausência acaba refletindo na qualidade dos nossos líderes políticos.

Esta é a minha reflexão sobre este difícil momento.

Em outro texto, falarei sobre renda digna, com dados do IBGE.

Daniel Menezes Gil

Economista

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